O ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Renato Archer, afirmou ontem que a venda de satélites envolve "centenas de milhões de dólares em comissões" e que os beneficiários dessas "negociatas" estão entre os que defendem o fim do MCT. A afirmação foi feita para cerca de 200 pessoas em um ato público que a associação dos servidores do MCT promoveram, em Brasília, contra a extinção do órgão, prevista na reforma administrativa do governo. Renato Archer, que organizou o MCT, disse que desde o início houve "pressões internacionais" contra a existência do órgão. Ele considerou o fim do MCT-- absorvido na reforma pelo Ministério do Desenvolvimento Industrial Ciência e Tecnologia-- uma tragédia para o país. Todos os oradores convidados para o ato, entre eles os ex-ministros Luiz Henrique e Ralph Biasi, defenderam a necessidade de um Ministério exclusivo para a ciência e tecnologia (FSP).