O FMI (Fundo Monetário Internacional) está propondo ao governo brasileiro a adoção de um novo conceito de déficit público para acompanhamento das metas acertadas em seus programas econômicos. Trata-se do déficit público primário, que no seu cálculo não leva em conta os juros reais pagos pelo governo para financiar suas dívidas interna e externa. Este novo conceito daria maior liberdade para o governo praticar uma política monetária mais ativa, pagando juros reais mais altos. A informação foi dada ontem, em Brasília, pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Sílvio Rodrigues Alves, para quem este novo conceito traria benefícios para o Brasil. Isto porque, segundo ele, através deste conceito o governo retiraria dos cálculos do déficit os efeitos das dívidas externa e interna assumidas no passado com relação aos encargos financeiros pagos aos credores (FSP).