A ELETROBRÁS vem recebendo, desde 1986, recursos a fundo perdido a título de reembolso pelos gastos com as usinas nucleares de Angra 1 e 2, sem prestar contas ao Ministério das Minas e Energia ou à sociedade do destino final das verbas, conforme denúncia do ex-secretário de Planos e Orçamentos do MME, Alencar Soares de Freitas. Segundo ele, no ano passado, o orçamento do Ministério atingiu NCz$400 milhões e, neste ano, novamente 90% dos gastos do Ministério serão com a ELETROBRÁS, "sem que se saiba para onde estão indo e como estão sendo aplicados" (JC).