Um golpe militar derrubou ontem o presidente do Paraguai, general Alfredo Stroessner, 76 anos, no poder desde 1954. A ação foi liderada pelo general Andrés Rodríguez, 66 anos, que assumiu o cargo "provisoriamente" e prometeu democratizar o país. Sogro do filho de Stroessner e comandante há 27 anos do 1o. Corpo do Exército, o principal do país, Rodríguez afirmou em seu discurso que o respeito aos direitos humanos serão uma realidade mas nada falou sobre a convocação de eleições. Milhares de pessoas saíram às ruas de Assunção (capital) para comemorar a queda de Stroessner. Pelo menos 100 pessoas morreram nos combates entre os golpistas e as forças do presidente deposto, que começaram às 22 horas do dia 2. A resistência dos aliados de Stroessner só terminou às 7 horas de ontem. Stroessner foi preso. Na noite de ontem, ele se preparava para deixar o país em direção ao Chile, que aceitou conceder-lhe asilo. O presidente José Sarney ainda não reconheceu o novo governo, assim como os EUA, que evitaram fazer comentários sobre as acusações de que o general está envolvido em tráficode drogas e contrabando (FSP) (JB) (O ESP) (O Globo) (O Dia) (JC).