O governo brasileiro dispõe de US$5,5 bilhões de recursos de financiamentos já aprovados junto ao Banco Mundial (BIRD) e ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), de uma carteira total de projetos aprovados nos últimos anos, de quase US$10 bilhões, dos quais apenas US$4,5 bilhões já foram efetivamente liberados. Esses financiamentos destinam-se a quase uma centena de projetos nas áreas da agroindústria, educação, saneamento e desenvolvimento urbano e nos setores industrial, rodoviário e elétrico, entre outros. São recursos disponíveis junto ao BIRD e ao BID, que não foram sacados até agora por razões diversas, desde a falta de contrapartida interna aos financiamentos externos (que varia de 50% a 60% do valor total do empreendimento), gerenciamento inadequado, falta de agilização da execução física, à qual está atrelada a execução financeira, além de outros problemas. Sobre essa soma de dinheiro disponível e de utilização atrasada, o Brasil paga os custos financeiros normais cobrados pelas duas instituições, mais uma comissão de compromisso, que é de 1,25% no caso do BID e de 0,75% no do BIRD. Ao mesmo tempo o governo espera contratar junto ao BIRD, neste ano, cerca de US$2 bilhões. Para o exercício fiscal até 30 de junho próximo, estão previstos financiamentos de aproxidamente US$1 bilhão (GM).