O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, negou ontem, enfaticamente, que tenha partido dele ou da ministra do Trabalho, Dorothea Werneck, o sinal verde para a prefeita Luiza Erundina conceder um reajuste de 51,8% para as tarifas dos táxis de São Paulo. "A decisão do reajuste é exclusiva da prefeita, não conta com o aval, o endosso ou a autorização do governo federal", afirmou Maílson. Ele reconheceu, no entanto, que o aumento não compromete o Plano Verão. Segundo ele, é competência das prefeituras deliberar sobre serviços de transportes coletivos, conforme estabelece o Artigo 30, inciso 5o. da Constituição. Erundina nada fez, na sua opinião, além de cumprir dispositivo legal, que o governo em Brasília terá de "acatar e respeitar" (O ESP).