A inflação oficial de janeiro, medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) chegou a 70,28%, acumulando 1.410,64% em 12 meses, anunciou ontem o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este índice foi artificialmente elevado porque levou em consideração o aumento dos preços durante 51 dias, enquanto o de fevereiro vai computar apenas a variação num período de 11 dias. O objetivo da mudança, segundo explicação do governo, é evitar que os reajustes dos preços, ocorridos antes do congelamento implantado pelo Plano Verão, influenciem os índices nos meses seguintes. A inflação de janeiro não será repassada aos salários, aos contratos de venda ou locação, nem às aplicações financeiras (a poupança de janeiro seguiu a taxa do "overnight" e ficou em 22,97%), já que o Plano Verão desindexou a economia, isto é, acabou a correção monetária, desvinculando a inflação passada dos reajustes praticados no mês seguinte. O item que mais influenciou o índice de janeiro foi a alimentação, com peso de 46,39% e um aumento de 66,09%. Em segundo lugar ficaram as despesas com habitação, que subiram 67,30% e tiveram peso de 12,98% sobre o resultado final (O Dia) (JB).