EMPRESÁRIOS DEFENDEM RESERVA DE MERCADO NA INFORMÁTICA

Treze representantes do setor de informática-- entre eles o ex- secretário-geral do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), Luciano Coutinho, o presidente da ABICOMP (Associação Brasileira das Indústrias de Computadores e Periféricos), Cláudio Mamanna, e o presidente da SUCESU (Sociedade dos Usuários de Computadores e Equipamentos Subsidiários), Wilson Lazzarani-- subscreveram ontem, em São Paulo, um manifesto contra a extinção do MCT e a mudança na Lei de Informática que estabelece a reserva de mercado e cuja alteração vem sendo anunciada pelo ministro Roberto Cardoso Alves, do Desenvolvimento Industrial, Ciência e Tecnologia. No manifesto eles ratificam o "firme propósito de utilizar meios políticos e judiciais cabíveis para combater as medidas do Poder Executivo que não respeitarem as leis democráticamente aprovadas". Eles se propõem a lutar por uma discussão "livre e democrática" para o II Plano Nacional de Informática, a ser votado pelo Congresso Nacional nos próximos meses. De acordo com a ABICOMP, a Lei de Informática, ao contrário do que dizem, foi a responsável pelo crescimento do setor no país. As empresas investem cerca de 80% de seu faturamento, em média US$140 milhões por ano, em pesquisas e desenvolvimento (GM).