Um grupo de 25 índios, estudando oito horas por dia, está se preparando em Rio Branco (AC) para voltar a suas aldeias e alfabetizar algumas das 13 nações indígenas do estado, ensinando também noções de aritmética que permitam fazer funcionar uma cooperativa de trabalho e impedir as exploração comercial pelos brancos. O projeto, uma experiência pioneira, é realizada na Fundação Cultural do Acre e partiu de uma crítica de todos os modelos anteriores de educação dos índios. Sobretudo, os mantidos pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio) e os orientados por missionários norte-americanos, usando métodos feitos nos EUA. O trabalho de formação de professores indígenas atinge hoje 30 aldeias em 17 regiões do Acre. Os índios que se preparam em Rio Branco voltam com a missão de fundar uma escola e de estimular a própria aldeia a construí- la em regime de mutirão. A grande novidade do curso é que os professores indígenas voltam para as aldeias com total autonomia a respeito do currículo, calendário e mecanismo de avaliação do rendimento dos alunos (FSP).