Apesar da baixa densidade populacional (4,75 habitantes por quilômetro quadrado, uma das menores taxas do país), a região do Médio Amazonas, que congrega 15 municípios incluindo Manaus, já adotou o controle da natalidade. Até a década de 70, as amazonenses tinham em média sete filhos, e agora o número caiu para cinco. Em compensação, a melhoria dos serviços públicos e da assistência social, fez a média de vida na região, que ia a 53 anos, subir para 64 anos, 10 a mais que a do nordeste. As conclusões são de uma pesquisa realizada pela Fundação Joaquim Nabuco, de Pernambuco, a pedido da Fundação Centro de Análises de Produção Industrial da Zona Franca de Manaus. A pesquisa concluiu, também, que apesar do controle da natalidade, a taxa média anual de crescimento da população na região subiu para 8%, bem mais alta que a do resto do Brasil, que nos últimos anos caiu para 3%. Isso se explica porque a migração responde hoje por 50% do crescimento anual da população. Ou seja: desde a década de 70, de cada dois novos habitantes da área, um nasceu lá e outro veio de fora. Além disso, a taxa de mortalidade caiu: nascem menos crianças e morrem menos adultos. De acordo com a pesquisa, liderando o movimento migratório para o Médio Amazonas, ao contrário do que tradicionalmente acontecia, quando o fluxo de nordestinos era maior, estão os cariocas e paulistas. As Forças Armadas contribuem com 15% dos migrantes que chegam à região nos últimos cinco anos, quando, até 1970, os militares representavam apenas 6% do total de migrantes (JB).