ESTERILIZAÇÃO INDISCRIMINADA É PAGA POR CAPITAL ESTRANGEIRO

O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, José Aristodemo Pinotti, disse ontem ser contra os programas verticalizados de planejamento familiar. Ele denunciou a prática de operações de esterilização de homens e mulheres indiscriminadas. Segundo o secretário, organizações internacionais injetam, anualmente, no Brasil, cerca de US$30 milhões (NCz$30 milhões) destinados a clínicas de esterilização. "Essas instituições visam interferir no crescimento demográfico brasileiro", disse ele. Dentre as práticas usadas para esterilizar mulheres, o secretário de Saúde citou a operação cesariana desnecessária. Segundo ele, "o Brasil é o campeão mundial de cesarianas: cerca de 60% dos partos são feitos dessa forma, quando seriam necessários apenas 20%" (FSP).