IBDF DESVIOU VERBAS DO NORDESTE PARA MINAS GERAIS E TOCANTINS

O diretor de Reflorestamento do extinto IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal), Eduardo Henrique Freire, desviou para duas empresas do Estado do Tocantins e seis de Minas Gerais todos os recursos destinados ao programa de reflorestamento da região nordeste no exercício de 1987/1988. O desvio dessa verba, no total de Cz$1,5 bilhão (cruzados antigos), prejudicou 300 projetos e deixou sem emprego mais de 50 mil pessoas. A denúncia foi feita ontem, em Fortaleza (CE), pelo empresário Ricardo Benevides Bezerra, ex-presidente da Associação Cearense de Reflorestamento e 1o. vice-presidente da Associação das Empresas de Reflorestamento do Nordeste. Apesar de não ter perdido o cargo, por ser afilhado do ministro da Agricultura, Íris Rezende, Eduardo Freire, segundo o empresário, está respondendo a dois inquéritos. Em um deles, que está em fase de conclusão, o ex-diretor do IBDF foi indiciado por malversação de dinheiro público. O outro inquérito, em tramitação na delegacia do IBDF em Goiás e acompanhado pela Polícia Federal, envolve as empresas Tocantins e Santa Angélica, acusadas de receber 200 mil OTNs (cerca de NCz$1,2 milhão) sem obedecer às normas do Instituto. O inquérito que apura o desvio de verbas para seis empresas de Minas Gerais está tramitando em Brasília (JB).