Estudo realizado entre os anos de 1980 a 1987 pelo SEADE (Sistema Estadual de Análise de Dados) e divulgado ontem revela que a mortalidade infantil na região metropolitana de São Paulo, considerada a área mais rica do país, atingiu o índice de 95 por cada mil crianças nascidas-- quase duas vezes e meia a mais que o registrado no resto do estado (35 por mil). De acordo com o trabalho, o crescimento da mortalidade infantil está diretamente ligado às condições e à qualidade de vida da população. O aumento nas taxas foi verificado nas áreas populacionais mais carentes, onde os pais têm baixa instrução escolar. As principais causas das mortes são a gastroenterite, a desnutrição, a desidratação, a broncopneumonia, sarampo e a septicemia. Segundo o estudo, o nível de instrução das mães é fator importante para determinar os índices de mortalidade infantil. Quanto às doenças infecciosas e parasitárias, "a proporção de óbitos infantis é de 31,1% no grupo da mães sem instrução; cai para 22,6%, quando as mães têm instrução fundamental; decresce para 7%, no caso das mães com o Segundo Grau; e, por fim, para apenas 2,7%, no caso das mães com nível universitário (O Globo).