O teólogo belga Joseph Comblin, de 65 anos, atual diretor do seminário da Arquidiocese de João Pessoa (PB), disse ontem que o Vaticano "conseguirá mudar os rumos" da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) "no máximo daqui a seis ou 10 anos", através da nomeação de bispos de linha conservadora. Quanto às perspectivas da Arquidiocese de São Paulo, o padre Joseph Comblin afirmou que o cardeal-arcebispo local, dom Paulo Evaristo Arns, "é rejeitado por toda a burguesia paulistana, por causa de suas posições" e que, diariamente, chegam cartas à Nunciatura Apostólica em Brasília e no Vaticano "culpando-o por tudo o que acontece" em São Paulo. Para o teólogo, "como ficaria feio diante do mundo tirar um cardeal, o Vaticano colocará quatro novos bispos em São Paulo com a função de vigiar, criticar e deslegitimar dom Paulo". Para o teólogo, enquanto dom Paulo estiver com a prefeita Luiza Erundina (PT), os novos
19058 bispos estarão reunidos com o governador Orestes Quércia (PMDB) (FSP).