Quatro pessoas-- três advogados (seus nomes não foram citados) e Arlete Honório Victor Hilu-- foram apontadas pela Polícia Federal como os responsáveis pelo tráfico, para Israel, do bebê nascido e registrado no Brasil como Iaron Katarivas, que desembarcou ontem no Rio de Janeiro, trazido de Nova Iorque pelo delegado federal Edson Antônio de Oliveira. Ele iria para Israel com um casal israelense, que o comprou por US$7 mil de Arlete. A criança está sob guarda provisória de um delegado federal, até que o caso seja esclarecido. Com duas prisões preventivas decretadas pela Justiça Federal do Paraná, Arlete Hilu é procurada pela polícia brasileira por chefiar uma quadrilha com ramificações em todo o país, de contrabando de bebês brancos para Israel. Em outubro do ano passado, a polícia descobriu seu endereço no Rio de Janeiro, mas Arlete escapou (JB).