CERCA DE 22 MILHÕES DE TRABALHADORES PARARAM

Levantamento do DIEESE (Departamento Intersindical de Estudos e Estatística Sócio-Econômicos) indica que, apenas no primeiro semestre de 88, foram realizadas 872 greves no país, e renderam uma média de 22 milhões de homens-dias parados, o que significa que 37,49% da População Economicamente Ativa (PEA) brasileira participaram de movimentos reivindicatórios. Durante os seis primeiros meses de 1988, das 872 realizadas, 344 foram no setor público e 528 no setor privado. Contudo, segundo o economista Eduardo Escaletsky, do DIEESE, 73,5% dos trabalhadores parados nesse período são do setor público, contando aí os servidores da administração direta, indireta, autarquias e fundações. Ele destacou o fato de que apenas no primeiro semestre de 88 aconteceram mais greves (872) do que durante todo o ano de 1985 (1o. ano de mandato do presidente José Sarney), quando foram deflagradas 843 paralisações. Em 85, cinco milhões de trabalhadores marcaram presença em movimentos paredistas. Em 86, com 1.493 greves, oito milhões de pessoas paralisaram suas atividades. Em 87 foram 2.275 greves, com 13 milhões de trabalhadores em luta, sendo que desse total 8 milhões 863 mil eram do setor público (O Dia).