O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Javier Pérez de Cuellar, deixou ontem o Brasil sem obter apoio do governo brasileiro para sua proposta de desarmamento unilateral da América Latina, como exemplo para que as "superpotências" façam o mesmo. "O governo brasileiro acredita que o desarmamento das potências nucleares, como os EUA e União Soviética, é prioritário para a paz mundial e que a América Latina não pode partir sozinha para o desarmamento, pois se tornaria indefesa diante do resto do mundo". Pérez de Cuellar, peruano, há cinco anos secretário-geral da ONU, organização sediada em Nova Iorque, formalizou sua proposta de desarmamento unilateral anteontem no Itamaraty, durante jantar oferecido pelo ministro Abreu Sodré (O ESP).