INDUSTRIAL DENUNCIA SUBORNO NO CASO "BATEAU MOUCHE IV"

Uma importância em dólares (cerca de US$120) teria sido a motivação para que os patrulheiros da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro que interceptaram o "Bateau Mouche IV" na Baía de Guanabara, com excesso de passageiros, liberassem a embarcação para o passeio da noite do dia 31, quando o barco naufragou matando 52 pessoas. O "acerto" teria sido feito no cais do Grupamento de Salvamento Marítimo, para onde a embarcação foi obrigada a retornar em razão da irregularidade. Ali, após uma recontagem feita pelos patrulheiros, a embarcação foi finalmente liberada. A revelação foi feita ontem na 10a. Delegacia de Polícia, que apura o caso, pelo industrial Roberto Simões-- que estava no iate Casablanca e participou do salvamento de 20 pessoas. Ele afirmou ter ouvido a denúncia do pagamento da propina de dois tripulantes do barco naufragado-- um músico e um garçom-- que ajudou a retirar do mar (JB).