GOVERNO VAI PROPOR DESINDEXAÇÃO GRADUAL DA ECONOMIA

O governo apresentará na próxima reunião do acordo anti-inflacionário, dia 11, proposta de ajuste ortodoxo e desindexação gradual da economia. A desindexação gradual será acertada com trabalhadores e empresários e poderá levar à prefixação de preços, salários e correção monetária (inclusive da poupança) por um índice mensal único. O ajuste ortodoxo exigirá déficit público zero e política monetária ativa-- o que significa taxas de juros remuneradoras, para estimular a poupança e adiar o consumo. Para o secretário-geral do Ministério da Fazenda, Paulo César Ximenes, o ajuste visa "trazer a economia para bases mais estáveis, mas não necessariamente a recessão". Uma queda no ritmo da atividade econômica, porém, é sempre esperada como resultado de um ajuste ortodoxo. Segundo Ximenes, ainda não há decisão final sobre a proposta de desindexação, mas a taxa de câmbio poderá ficar de fora (FSP).