De acordo com o relatório "Situação Mundial da Infância 1989", preparado pelo UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), as vacinas estão salvando a vida de cerca de 1,5 milhão de crianças anualmente em todo o mundo. De acordo com o relatório, em 1980 menos de 5% das crianças pobres do mundo eram imunizadas e doenças como coqueluche, sarampo, tétano, difteria, poliomielite e tuberculose matavam de quatro milhões a cinco milhões por ano. Hoje, a vacinação protege 50% das crianças. A mortalidade também foi reduzida pela terapia de reidratação oral, que tem salvo, por ano, 750 mil vítimas da diarréia. No entanto, ressalta o documento, a correta aplicação da reidratação oral poderia salvar mais de dois milhões de vidas anualmente. Segundo a UNICEF, metade dos óbitos infantis e metade dos casos de desnutrição infantil têm como causa doenças imunopreveníveis (que podem ser evitadas por vacinas) e a desitratação causada por diarréias. Neste caso, é recomendado o uso da terapia de reidratação oral. Quanto à vacinação, as Nações Unidas estabeleceram como meta a imunização de 85% da população infantil até o início da década de 90 (JB).