Está nas mãos do ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, um processo de prisão administrativa contra o presidente da Confederação Nacional das Associações Comerciais do Brasil, Amaury Temporal. O empresário tem uma dívida de Cz$480 milhões pelo não pagamento de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), de novembro de 1981 a abril de 1988, e de IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), de fevereiro de 1984 a abril de 1988 da empresa Temporal Isolantes Térmicos, de propriedade dele, de sua mãe, Maria Alice e de seu irmão, Átila. Os processos de prisão administrativa são preparados pela SRF (Secretaria da Receita Federal) nos casos mais graves de não recolhimento de IPI e IRRF que, por lei, caracterizam apropriação indébita. Ou seja, os donos de empresas descontam o IR-fonte do salário de seus funcionários ou cobram IPI dos produtos que fabricam-- o imposto já vem embutido no preço pago pelos consumidores-- e não repassam ao Tesouro Nacional (JB).