Relatório elaborado por auditores do TCU (Tribunal de Contas da União) para a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados comprova que foram praticadas várias irregularidades por funcionários da PETROBRÁS Distribuidora S/A (BR), envolvendo recursos da empresa. Entre elas: depósito de Cz$1 bilhão no Bradesco em 18 de novembro-- contrariando normas internas da BR que proíbe tal operação-- e abertura de seis contas de movimentos nos bancos Industrial e Comercial (BIC) e Mercantil de Descontos sem autorização da diretoria. O relatório foi apresentado ontem durante depoimento do presidente da BR, general Albérico Barroso Alves, do assessor direto do general, Geraldo Magela de Oliveira, dos diretores Geraldo Nóbrega (Financeiro), Walter Bacri de Araújo (Informações) e do ex-gerente financeiro, Volmer Toledo. Durante os depoimentos, o deputado Luiz Alfredo Salomão (PDT/RJ) disse que Elias Nascimento, do Bradesco, Antônio Celso Barbutto, do Banco Nacional de Crédito (BCN) e Airton Soares Calçada, do Banco Geral do Comércio, são três dos seis diretores de bancos que denunciaram Geraldo Mangela de Oliveira e Geraldo Nóbrega por prática de extorsão contra instituições financeiras no Rio de Janeiro. Segundo o deputado, estas informações constam do relatório da comissão de sindicância feito na BR por determinação do presidente da PETROBRÁS, Armando Guedes, que também aponta Eid Mansur e José Carlos Debus como os intermediários nas tentativas de extorsão. O relatório da comissão de sindicância ainda não foi analisado pelo Conselho de Administração da PETROBRÁS. Só a partir daí é que ele será completamente divulgado (FSP).