SETOR PETROQUÍMICO JÁ IMPLANTA JORNADA DE SEIS HORAS

O setor químico e petroquímico começa a absorver a jornada de seis horas para turnos de revezamento, um dos direitos sociais mais polêmicos da nova Constituição, quer pelo custo, quer pelos problemas administrativos para a sua implantação. Na região da Grande São Paulo, empresas como a Rhodia e a Companhia Nitro Química Brasileira já adotaram ou estão em fase de adoção, que exige, entre outras providências, a contratação de novas turmas de trabalhadores. Em Salvador (BA), o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Química e Petroquímica fechou um acordo com as empresas instaladas no pólo de Camaçari, assegurando a implantação da jornada de seis horas. Em média, o setor levará de 90 a 120 dias para cumprir o dispositivo constitucional, em meio a complicadas negociações com os sindicatos de trabalhadores (FSP).