GOVERNO MANTERÁ A URP ATÉ O FINAL DE JANEIRO

O ministro-chefe do Gabinete Civil, Ronaldo Costa Couto, afirmou ontem, em Brasília, durante reunião dos integrantes do pacto social, que a atual política salarial, baseada em reajustes mensais com base na URP (Unidade de Referência de Preços), será mantida até o final de janeiro. Segundo o ministro, a alteração da sistemática de reajustes só ocorrerá quando ficar comprovada a queda na taxa de inflação. Assim, o ministro admite o não cumprimento de uma das metas fixadas no acordo anti-inflacionário assinado por empresários, trabalhadores e governo, no dia 3 de novembro. O documento assinado na época previa que "evidenciada a queda da inflação, nesse período de 60 dias, rever a sistemática de reajuste de salários, adotando-se a regra de reajuste mensal de acordo com as metas a serem pactuadas para preços e salários". Desta maneira, o documento previa uma mudança na política salarial já a partir de janeiro de 1989. O comitê dos dirigentes do Pacto Social decidiram durante a reunião que o limite máximo de reajuste dos preços em janeiro será de 24,5%. Os empresários queriam um aumento de 25%, enquanto os trabalhadores insistiam em 20% (FSP) (GM).