Por decreto assinado ontem pelo presidente José Sarney, os grandes e médios produtores rurais deixarão de contar, a partir do próximo ano, com recursos de crédito oficial para custeio e comercialização da safra. O dinheiro oficial será destinado a mini e pequenos produtores, no caso do custeio, e às cooperativas agrícolas, no caso da comercialização. Com esse direcionamento do crédito rural, o governo pretende economizar 104,5 milhões de OTNs (cerca de Cz$500 bilhões, hoje) em recursos do Tesouro Nacional, em 1989. Para o financiamento dos grandes produtores, o governo conta com a "capitalização" proporcionada pelas últimas safras e com os recursos da Caderneta de Poupança Rural, segundo exposição de motivos do decreto (FSP).