No ano 2000, a população brasileira deverá somar 179,4 milhões de habitantes, ante os atuais 144,4 milhões, crescendo mais de 20% em apenas 12 anos. Essas projeções demográficas integram o Anuário Estatístico do Brasil 1987/88, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado ontem no Rio de Janeiro. Esse aumento populacional ocorrerá com base na manutenção da concentração populacional nas áreas urbanas, em detrimento das áreas rurais, ou seja, será mantida, assim, a tendência verificada desde a década de 40, no país, de grande migração do campo em direção às cidades. No início do terceiro milênio, 80% dos habitantes do Brasil viverão nas cidades, principalmente nos grandes centros, que continuarão a deter as mais altas taxas de migração: a liderança será do Distrito Federal (98%), seguido pelo Rio de Janeiro (96%) e São Paulo (94%). Um total de 143,1 milhões de pessoas morarão nas cidades, enquanto este número soma, hoje, 106,6 milhões. No campo, estarão 36,3 milhões de brasileiros, ante 37,7 milhões em 1988. Confirmadas as projeções do IBGE, no ano 2000 de cada 100 pessoas 80 morarão em aglomerados urbanos. No Rio de Janeiro, essa concentração chega hoje a 94% e, em São Paulo, a 92 em cada 100 habitantes. A concentração urbana vai chegar, em 2000, a 91% no sudeste, 83% no centro-oeste, 80% no sul, 65% no nordeste e 61% no norte. Estes índices indicam para estabilidade populacional no sudeste, aumento nas regiões norte e centro-oeste e redução no nordeste e no sul. Em relação aos domicílios, o anuário projeta um aumento de 11,9 milhões de moradias deste ano até o ano 2000, no país. Quase a metade deste total (5,6 milhões) será construída para atender às necessidades da região sudeste, com demanda maior em São Paulo, que vai precisar de mais 3,2 milhões ou 27% dessas novas moradias (GM).