Petroleiros de todo país, em assembléias simultâneas realizadas ontem, decidiram, sob protesto, acatar o indicativo do comando nacional da classe e retornar ao trabalho, suspendendo a greve da categoria que completou 11 dias de duração. No Rio de Janeiro, as plenárias aconteceram às 7 horas, em alguns dos principais pontos de concentração de trabalhadores: no Torguá-- Terminal Guanabara; Fronape-- Frota Nacional de Petroleiros; e Edise-- edifício sede da PETROBRÁS. Já os trabalhadores da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) se reuniram às 8 horas e decidiram pela volta ao trabalho. O mesmo aconteceu também entre os petroleiros das plataformas de Macaé, que suspenderam a greve com uma passeata pelas principais ruas do município. Segundo avaliação do presidente do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, Mirth Xavier, a maioria das unidades da PETROBRÁS voltou a funcionar ainda ontem, até o início da tarde, conforme havia sido determinado na negociação ocorrida entre 27 dirigentes dos 17 SINDIPETROS do país e a direção da empresa, no Tribunal Superior do Trabalho. O TST havia decidido com os dirigentes que, no caso dos petroleiros não retornarem às suas atividades até às 14 horas de ontem, seria dado início ao julgamento da ilegalidade do movimento grevista (O Dia).