A hegemonia das mulheres nas comunidades eclesiais de base (CEBs) e em outra pastorais da Igreja Católica levou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a escolher a condição feminina como tema da Campanha da Fraternidade de 1990. O lema da campanha, baseado na afirmação bíblica de que Deus criou o ser humano como "homem e mulher". Além de ocuparem progressivamente mais espaços na estrutura da Igreja, as mulheres católicas militantes brasileiras organizam-se, cada vez mais, em grupos e associações de bairros e em comitês político-partidários. Entre as suas várias preocupações, inclui-se, por exemplo, a questão do aborto, que mata anualmente cerca de 10% das 400 mil mulheres que são submetidas a abortos ilegais no país, segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). No plano religioso mais específico, as mulheres reivindicam espaços de decisão na Igreja, abandonando a tradicional postura subalterna e dependente dos clérigos (FSP).