A Villares demitiu 400 metalúrgicos em São Paulo ontem. Ao tomar conhecimento das demissões, os operários do primeiro e segundo turno fizeram greve de protesto. Em assembléia realizada na fábrica, à tarde, eles acabaram aceitando a proposta de indenização extra de 120 horas para os demitidos, apresentada pela direção da Villares, e o trabalho recomeçou a partir do terceiro turno. As demissões atingiram 5% do contingente dos metalúrgicos da Indústria Villares S/A, divisões de Elevadores e Motores Elétricos, onde trabalhavam oito mil pessoas. A justificativa para as demissões foi o final de grandes contratos como o das escadas rolantes do metrô de São Paulo, reduzindo o volume de encomendas. A empresa deu garantia de estabilidade no emprego para os 7.600 que ficaram, até o dia 31 de janeiro próximo e se comprometeu em rever as demissões de mulheres grávidas, acidentados de trabalho e portadores de doenças profissionais e dos que estão próximo da aposentadoria, embora negue que haja tais casos (FSP).