AS CONDIÇÕES DO BIRD

O Banco Mundial (BIRD) apresentou ao governo três condicionantes para liberar o crédito de US$500 milhões para o setor elétrico: preservar o meio ambiente, isto é, evitar a destruição de florestas; poupar as comunidades indígenas dos efeitos ambientais em caso de construção de novas usinas hidrelétricas; e dotar o programa nuclear brasileiro de salvaguardas no âmbito do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP). Essas três exigências (que evidenciam o novo rumo que o BIRD está dando à concessão de empréstimos, devido às crescentes pressões dos grupos ecologistas e dos governos dos países desenvolvidos) estão sobre a mesa de negociações, em Washington. A expectativa do governo é que ambas as partes possam ceder em pontos que não afetem certos princípios da diplomacia brasileira nem comprometam a imagem do BIRD junto à comunidade internacional. Participam das discussões, em Washington, a Secretaria de Assessoramento de Defesa Nacional, que sucedeu à Secretaria do Conselho de Segurança Nacional (já que o assunto envolve meio ambiente, índios e energia nuclear), o Itamaraty, a Embaixada brasileira, o Ministério da Fazenda e a ELETROBRÁS (GM).