A venda, pelas empresas estatais, de todos os seus ativos não operacionais-- propriedades e equipamentos que nada têm haver com as atividades dessas empresas-- poderia render ao governo US$1,2 bilhão (cerca de Cz$595 bilhões, ao câmbio de ontem), para seus investimentos. O cálculo é do ministro do Planejamento, João Batista de Abreu. Ele informou que o corte nos investimentos das estatais só poupará o setor elétrico. A venda desses equipamentos e propriedades será levada ao Pacto Social como um dos principais pontos do programa de ajuste do governo. A desmobilização de ativos, como é chamada essa operação de venda, será a principal forma de obtenção de recursos alternativos para os investimentos das estatais, acredita Abreu, que espera receber nos próximos dias a revisão do orçamento das estatais para envio ao Congresso. A SEST tem planos para desenvolver outras formas de financiamento dos investimentos das empresas do governo. Um dos planos é o lançamento de ações negociáveis da TELEBRÁS. Por essa fórmula, segundo o secretário especial de Controle das Estatais, Iram Siqueira Lima, os quatro milhões de assinantes de linhas telefônicas poderiam negociar sua ações nas Bolsas de Valores (JB).