A greve dos servidores da Previdência Social continuará até que o governo suspenda todas as punições aplicadas aos que aderiram ao movimento. "Se a Constituição nos garante o direito de greve, o governo não pode cortar o ponto dos funcionários", disse ontem o presidente da Federação Nacional dos Previdenciários, Antônio Carlos de Andrade. Na opinião de Antônio Carlos, se o corte do ponto for mantido, os previdenciários não terão nada a receber do reajuste concedido pelo governo, pois a categoria está em greve há 49 dias. Os servidores da Previdência aprovaram as principais reivindicações salariais, que são a reposição das URPs de maio e novembro aplicadas ao adiantamento descongelado dos 100% concedidos em setembro de 87, agora vinculados aos vencimentos mensais dos funcionários. O ministro Jáder Barbalho declarou que a Previdência não pode tomar qualquer atitude isolada se a orientação geral do governo é não pagar os dias parados dos servidores. Pelas suas contas, atender às reivindicações salariais significará um aumento de Cz$80 a Cz$90 bilhões à folha de pagamento dos servidores. Já na Bahia, sete das oito categorias de servidores federais, em greve há mais de um mês para reivindicar aumento salarial de 197%, decidiram voltar ao trabalho a partir de hoje, de acordo com a proposta do governo. Mas os previdenciários, os eletricitários e trabalhadores do pólo petroquímico de Camaçari continuam em greve naquele estado (O ESP).