FURNAS-Centrais Elétricas, uma das beneficiárias do empréstimo de US$500 milhões que está sendo negociado pelo governo brasileiro com o Banco Mundial (BIRD) alega que não utilizará a sua parte em obras nas usinas nucleares Angra II e Angra III. Tampouco, pretende solicitar empréstimo àquela instituição financeira para projetos nucleares. Em setembro último, por decreto presidencial, Angra II e III foram transferidas da NUCLEBRÁS (extinta) para FURNAS, antiga tomadora de empréstimos do BIRD. Daí para frente, dificultaram-se as negociações entre o banco e autoridades brasileiras. Segundo o presidente de FURNAS, João Camilo Penna, o problema hoje com o BIRD relaciona-se à informação. O banco, que há muito tempo tem negociações com FURNAS, operadora de uma série de hidrelétricas e também da nuclear Angra I, pretende saber qual o impacto (financeiro, adiministrativo, operacional e político) com a absorção das duas nucleares (GM).