O objetivo da conversão de dívida é fazer o pagamento de uma dívida externa com cruzados. O Banco Central regulamentou a conversão através dos leilões e das "filas", exigindo que os recursos se destinassem a investimentos. Fora da regulamentação do Banco Central também são feitas operações conhecidas como informais ou "bicicletas". As conversões informais e por "filas" são feitas com títulos de dívida a vencer (vicenda). Pelos leilões, são usados títulos de dívida vencida. A diferença entre as duas modalidades é que na dívida vencida os recursos em cruzados estão depositados no Banco Central, que detém o monopólio do câmbio no Brasil. Toda vez que um devedor no Brasil tem que pagar uma dívida externa ele tem que depositar os recursos em cruzados no BC, que faz então o câmbio e manda a moeda estrangeira para fora. A dívida vicenda ainda está circulando. Através dos métodos formais e informais já foram descontados US$5,23 bilhões da dívida brasileira, segundo o BC. Em todos os casos de conversão, o investidor deve comprar títulos da dívida brasileira no mercado secundário no exterior. Os papéis são comprados hoje por US$42,75 para cada US$100 do valor de face do título. Embora o título dê direito a US$100, o banco vende o papel por US$42,75 porque tem interesse em sair da dívida brasileira (FSP).