DIVERGÊNCIAS ENTRE GOVERNO E TRABALHADORES GERA IMPASSE

A primeira reunião de cúpula do acordo anti-inflacionário gerou ontem divergências entre os representantes do governo e dos trabalhadores em torno da nova política de preços e salários. Pela proposta do governo, segundo o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Comunicação e Publicidade, Alceu Porto Carneiro, os preços sofreriam um reajuste máximo de 26,5%-- para uma inflação projetada pelo governo entre 29% e 30% em novembro. Os salários continuariam sendo corrigidos pela URP, fixada para novembro em 21,39%, o que na prática representaria a aplicação de um redutor maior sobre os salários. O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, fez uma exposição de cerca de 20 minutos sobre as contas do governo e as medidas fiscais em estudo. Maílson reafirmou que nenhuma medida será tomada fora do acordo e disse que todas as propostas do "pacote" fiscal serão submetidas ao Congresso (FSP).