CUT REJEITA O ACORDO ANTI-INFLACIONÁRIO

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) decidiu não mais participar da discussão do acordo antiinflacionário (pacto social) entre centrais sindicais, empresários e governo, argumentando que falta credibilidade a este último. Mesmo assim, a CUT informou que pretende discutir separadamente com empresários e governo para negociar a sua pauta de reivindicações. A posição da entidade foi comunicada ontem, oficialmente, ao representante da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Roberto Della Manna, pelo 1o. tesoureiro da CUT, Durval de Carvalho, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas. A pauta contendo as reivindicações da CUT é a seguinte: aplicação imediata das normas constitucionais e respeito aos direitos sociais; estabilidade no emprego, livre organização sindical nos locais de trabalho; unificiação das datas-base; reforma agrária; combate à inflação, atacando-se a caixa estrutural que a CUT localiza no pagamento da dívida externa; e contrato coletivo de trabalho nacional com reposição salarial e reajuste mensal com base no ICV (Índice de Custo de Vida) do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) (FSP).