A prefixação da inflação, mês a mês, e a correção dos salários pela OTN (Obrigação do Tesouro Nacional) são os dois principais pontos do pacote econômico em estudo pelo governo federal. A prefixação se daria de forma descendente, de maneira que se a inflação de um mês foi de 27%, por exemplo, se determinaria que no mês seguinte ela não poderia ultrapassar 25%. Essas metas seriam convencionadas entre governo, empresários e trabalhadores, de forma a se inserir no pacto social ora em negociação. Pelos estudos, a transformação dos salários em OTN se daria, num primeiro momento, com base em quanto um trabalhador ganhou, em OTNs, num determinado período de tempo-- por exemplo, os últimos 12 meses. A partir daí, os salários seriam corrigidos pela OTN do mês, que seguiria a taxa prefixada para a inflação. Os estudos prevêem ainda os seguintes itens: Juros altos-- o "overnight" ficaria fora da prefixação. O objetivo é evitar que os investidores fujam para outros ativos e, ao mesmo tempo, conter o excesso de dinheiro em circulação. Importação de alimentos-- o objetivo, aqui, seria usar estoques para derrubar os preços dos alimentos. Otenização dos impostos-- o governo corrigiria, por esse meio, a perda que a inflação lhe causa ao desvalorizar o dinheiro no período que vai entre o fato gerador do imposto e sua chegada efetiva ao Tesouro. Cortes no orçamento-- o governo está prometendo novos e mais aprofundados cortes em suas despesas, já a partir do orçamento deste ano (JB).