A AGRESSÃO À COMITIVA DO SURINAME EM SÃO PAULO

O ex-ministro das Relações Exteriores do Suriname, Erik Tjon Kiesen, disse ontem "não querer acreditar que a atitude dos policiais brasileiros teve como motivo o racismo". Ele se referia à detenção e agressão por parte de policiais militares de membros da comitiva do ex-presidente e atual homem forte do regime do Suriname, Desi Bouterse, anteontem, no centro de São Paulo. A PM nega que tenha havido agressão. O major Renato César Melo, comandante do 7o. BPM considerou que "não foi usada violência, mas a força necessária". O ministro interino das Relações Exteriores do Brasil, Paulo Tarso Flecha de Lima, considerou "lamentável" o incidente, e disse que o Itamaraty já encaminhou a Bouterse um pedido formal de desculpas do governo brasileiro. O embaixador disse ainda ter pedido ao ministro da Justiça, Paulo Brossard, que "os culpados sejam punidos" (FSP).