Os líderes empresariais da indústria, comércio, agricultura e transportes começaram a montar na semana passada uma estratégia única de atuação, para influir na elaboração da legislação complementar e nas constituintes estaduais. Nos dois encontros que tiveram na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria), em Brasília, os presidentes das Confederações Nacionais da Indústria, senador Albano Franco (PMDB/SE), do Comércio, Antônio de Oliveira Santos, da Agricultura, Allysson Paulinelli, dos Transportes, Camilo Cola e um representante da Confederação de Entidades Financeiras, elogiaram o "lobby" dos trabalhadores e não pouparam críticas à própria atuação no Congresso Constituinte. Os líderes empresariais decidiram encaminhar as propostas de anteprojetos de lei somente através das confederações e, ainda assim, mantendo a unidade de reivindicações entre os setores. Algumas federações de indústrias, como as de São Paulo (FIESP-- Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Rio Grande do Sul (FIERGS-- Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) e Rio de Janeiro (FIRJAN-- Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) já têm suas próprias propostas prontas, mas não vão encaminhá-las aos seus parlamentares até que as outras entidades tenham prontos os seus projetos (JB).