AUMENTA A GREVE DOS SERVIDORES COM NOVAS ADESÕES EM BRASÍLIA

Os servidores do Ministério da Saúde aderiram ontem à greve do funcionalismo público federal, que paralisa os previdenciários há 23 dias e os empregados do Ministério da Fazenda há oito dias. A Polícia Civil do Distrito Federal também entrou em greve ontem. A paralisação deve crescer hoje com a adesão dos funcionários dos Ministérios do Trabalho, Agricultura, Comunicações e Justiça. Em passeata na Esplanada dos Ministérios, no centro de Brasília, ontem, os funcionários protestavam contra o descontrole de preços, os baixos salários e a suspensão do pagamento da URP (Unidade de Referência de Preços) do mês de maio. Durante assembléia-geral, os servidores definiram três reivindicações básicas: 75% de reajuste salarial, correspondente à diferença entre a inflação de janeiro a setembro e o pagamento das URPs ao funcionalismo, a devolução da URP de maio e um reajuste igual ao concedido aos militares (85% a 120%). Há ainda reivindicações específicas de cada ministério, como plano de carreira e gratificações (FSP).