MATAS NATIVAS FORNECEM 80,6% DO CARVÃO DA SIDERURGIA

O consumo de carvão vegetal no país, no ano passado, pelas indústrias siderúrgicas e guseiras, de ferro-ligas e cimenteiras entre outras, foi de 34,3 milhões de metros cúbicos, dos quais 80,6% foram produzidos como corte de matas nativas. No período 1977-1987, a produção de carvão através do desmate de áreas nativas cresceu 102%, mas representantes das indústrias siderúrgicas dizem que a culpa é do governo, que restringiu o crédito para reflorestamento. Por volta de 1979, o plantio médio anual de florestas de eucaliptos e pinus-- as chamadas florestas homogêneas-- se aproximava dos 200 mil hectares, tendo caído para 50 mil no ano passado, segundo a ABRACAVE (Associação Brasileira de Carvão Vegetal). A decisão do governo de restringir os recursos do reflorestamento, passando a dar mais créditos à expansão dos projetos agropecuários, foi o fator preponderante, segundo a ABRACAVE. Em Minas Gerais, no ano passado, o consumo de carvão vegetal foi de 25,5 milhões de metros cúbicos. Apenas 5,61 milhões (22%) foram produzidos em florestas homogêneas, com um ligeiro crescimento se comparado com 1986 (20%) (JB).