POLÊMICA ADIA FIXAÇÃO DO SALÁRIO-MÍNIMO

Alguns sindicalistas pediam um salário-mínimo em novembro de Cz$98 mil, outros, de Cz$150 mil, enquanto uma outra ala exigia Cz$170 mil. Assim, advogados, economistas e líderes sindicais de todo o país, após dois dias de discussão na CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria), em Brasília, não conseguiram chegar a um acordo, ontem, sobre o projeto a ser apoiado no Congresso Nacional para fixar o piso salarial em novembro. Com a entrada em vigor da nova Constituição, o governo federal não terá mais poder para determinar o Piso Nacional de Salários, enquanto o de outubro em vigor ficou em Cz$23,7 mil. Outra corrente de sindicalistas defende uma elevação escalonada do salário mínimo, com a aplicação do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) em novembro mais 20% de aumento real. Nos meses seguintes, novamente o IPC e então 10% reais, até chegar ao nível considerado ideal pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos). O assunto será discutido novamente na semana que vem, sem data ainda definida (GM).