TRABALHADORES DISCUTEM PROJETO DE CRIAÇÃO DO NOVO SALÁRIO

Sindicalistas de todo o país estão reunidos na Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, em Brasília, discutindo a nova Constituição e a legislação trabalhista. O tema principal é a fixação do salário-mínimo, que a partir do dia 6 não será mais atribuição do governo, mas do Congresso Nacional. O objetivo é entrar imediatamente com um projeto de lei "para recuperar as perdas do atual piso salarial", explicou o diretor técnico do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), Walter Barelli. Há duas propostas em discussão, uma defendida principalmente por advogados do Rio de Janeiro, como Décio Guimarães, da CUT (Central Única dos Trabalhadores), exigindo a aplicação dos índices do DIEESE, que defende um salário mínimo de Cz$123 mil. Outra corrente, que tem como defensor o próprio Walter Barelli, quer um aumento do piso salarial escalonado. Por esta proposta, o atual piso salarial de Cz$23,7 mil poderia ter um reajuste entre 20% (Cz$28.440,00) e 50% (35.550,00), passando a ter depois reajuste mensal pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) além de um aumento real de 5%, até chegar ao nível considerado ideal pelos estudos do DIEESE (GM).