A`s vésperas da promulgação da nova Constituição começam a circular pelo país as avaliações feitas por empresários e sindicalistas da atuação dos 559 parlamentares que escreveram a Carta. Os dois grandes setores da sociedade produziram uma relação completa do voto dos constituintes nas questões que lhes interessavam diretamente. Atribuíram pontos a cada voto (sim, não ou abstenção e ausente) e obtiveram uma média final indicando se o comportamento do parlamentar ao longo dos trabalhos foi considerado favorável ou não. As pesquisas foram feitas por Nei Figueiredo, assessor da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), pelo lado empresarial, e pelo DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), pelo lado dos trabalhadores. Foram as seguintes as notas dadas pelas pesquisas: Guilherme Afif Domingos (PFL/SP)-- (avaliação dos empresários, com escala de zero a 100), 6,25; (avaliação dos sindicalistas, com escala de zero a 10), zero. Albano Franco (PMDB/SE)-- (respectivamente) 37,50 e 0,50. Bernardo Cabral (PMDB/AM)-- 12,50 e 5,50. Bonifácio de Andrade (PDS/MG)-- 75,00 e 0,50. Carlos Santanna (PMDB/BA)-- 25,62% e zero. Delfim Netto (PDS/SP)-- 68,75% e 0,25%. Fernando Henrique Cardoso (PSDB/SP)-- zero e 5,00. Francisco Dornelles (PFL/RJ)-- 93,75 e 0,75%. Jarbas Passarinho (PDS/PA)-- 25,00 e 3,75%. José Lourenço (PFL/BA)-- 62,50 e 0,25. José Richa (PSDB/PR)-- zero e 5,57. José Serra (PSDB/SP)-- 12,50 e 3,75. Luiz Eduardo Magalhães (PFL/BA)-- 100 e zero. Luís Inácio Lula da Silva (PT/SP)-- zero e 10. Mário Covas (PSDB/SP)-- zero e 6,25. Nelson Jobim (PMDB/RS)-- zero e 5,75. Ricardo Fiuza (PFL/PE)-- 93,75 e 0,25. Roberto Campos (PDS/MT)-- 93,75 e zero. Sandra Cavalcanti (PFL/RJ)-- 56,88 e 2,50. Severo Gomes (PMDB/SP)-- zero e 6,00 (FSP).