FINANCEIRAS COBRAM TAXA DE 5% PARA EVITAR TABELAMENTO

As instituições financeiras que operam com crédito ao consumidor acatarão a nova Constituição no limite de juros reais de 12% ao ano, mas vão instituir uma "taxa de administração" de 5% ao mês sobre os empréstimos concedidos (ou cerca de 79% anuais), além de reduzir o prazo do financiamento a quatro meses a partir do dia cinco de outubro, data da promulgação da nova Carta. A informação foi prestada ontem, no Rio de Janeiro, pelo presidente da ADECIF (Associação das Empresas de Crédito, Investimento e Financiamento), e diretor superintendente da financeira Mesbla, Luiz Madeira Coimbra. Segundo ele, a falta de definição do Banco Central para atuação das financeiras após a promulgação da nova Carta levou os dirigentes do setor a decidir a nova forma de operação para evitar que "as financeiras fechassem ou ficassem na inconstitucionalidade" (FSP).