O BIRD (Banco Mundial) deve promover, imediatamente, a inclusão de organizações não-governamentais, com "status" de "observadores oficiais", em todas as suas reuniões, inclusive as da diretoria, para garantir que os projetos de desenvolvimento que financia não venham a agravar ainda mais a dramática deterioração da situação ecológica e social dos países do
17293 Terceiro Mundo. Essa é a principal resolução da ""Declaração de Berlim"", divulgada ontem, em Berlim Ocidental (Alemanha), por 500 representantes de 130 associações ambientalistas que participaram da Conferência Civil Internacional sobre Banco Mundial. O documento responsabiliza o BIRD por uma "destruição de eco-sistemas sem precedentes" e o acusa de protelar reformas estruturais internas que atendam à maciça crítica da comunidade ambientalista internacional". Entre os "crimes" ecológicos listados no documento, seis são considerados os maiores, e foram chamados de meia-dúzia suja. São eles: o apoio siderúrgico a ferro-gusa em Carajás (PA); o Plano 2010 da ELETROBRÁS; o projeto de pecuária Livestock III, em Botswana; o programa de transmigração da Indonésia; o projeto Sardar Sarovar, na Índia; e a monocultura intensiva de algodão, no Sudão (JB).