Representantes de 15 Exércitos das Américas, entre eles o do Brasil, assinaram em novembro do ano passado um acordo que prevê "ações nos demais campos do poder", além do estreitamento militar, para "a segurança e defesa do continente americano contra o Movimento Comunista Internacional (MCI)". O acordo é um dos protocolos assinados na 17a. Conferência dos Exércitos Americanos (CEA), realizada em Mar del Plata, na Argentina. A CEA parte do princípio de que "o MCI continua sendo a ameaça comum e principal a todos os países americanos e, como tal, deve ser combatido, particularmente através da união e de procedimentos comuns entre todos os Exércitos americanos". Dentre os informes de inteligência militar submetidos à apreciação dos oficiais reunidos, encontra-se o informe sobre "a situação da subversão no Brasil", assinado pelo general de brigada Paulo Neves de Aquino, hoje sub-chefe de gabinete do Estado-Maior do Exército. O informe afirma que "dos 559 membros da Assembléia Geral Constituinte, cerca de 30% são militantes ou simpatizantes das OS" ("organizações subversivas"). Dentre os acordos firmados, um trata da possível vinculação entre o tráfico de drogas e a subversão, e leva as assinaturas do general norte-americano Carl Vuono e do general panamenho Manuel Antonio Noriega, que, mais de um ano antes da reunião, fora apontado como vinculado ao narcotráfico (FSP).