O Brasil não terá qualquer tratamento especial junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional), caso não consiga cumprir as metas econômicas a que se comprometeu em 1988 e seu déficit público encerre 1989 acima de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) ou a inflação supere 600%. A advertência foi feita ontem pelo diretor-geral da instituição, Michel Camdessus, ao inaugurar em Berlim Ocidental (Alemanha) a 43a. Reunião Anual da direção do FMI e do BIRD (Banco Mundial). Ele disse que, "neste caso, continuaremos a agir como sempre temos feito com os países endividados". O diretor-geral do FMI voltou a defender a redução da dívida dos países endividados, embora sem enfatizar os métodos específicos que julga mais apropriados para cada um deles (FSP).