O ex-ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser Pereira, negou ter qualificado o aumento da participação dos armadores no FMM (Fundo da Marinha Mercante) como corrupção. A cópia da negativa, feita em juízo, foi divulgada pelo Sindarma (Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima), que já havia interpelado o ex-ministro, com apoio de 15 empresas de navegação. O ex-ministro explicou que apenas sugeriu que o assunto "merecia investigação, já que considerava a entrega de recursos públicos a fundo perdido aos armadores injustificável economicamente, e consequentemente injustificável o seu aumento, tendo em vista o déficit público brasileiro". Apesar de afirmar que os armadores estão satisfeitos com a resposta de Luiz Carlos Bresser Pereira, o presidente do Sindarma, Meton Soares Júnior, disse que o ex-ministro errou duas vezes: como ex-ministro da Fazenda não tinha o direito de desconhecer que o Adicional sobre Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) não é dinheiro público, nem o de afirmar que é doado a fundo perdido (FSP).