O tabelamento dos juros reais em 12% ao ano aprovado pelo Congresso Constituinte é um prêmio para as empresas capitalizadas e estrangeiras, pois elas poderão vender a prazo sem utilizar a intermediação do sistema financeiro, ou até mesmo financiar os próprios fornecedores, assumindo o papel dos bancos. A análise dos efeitos práticos do tabelamento sobre a economia faz parte de estudo elaborado pela Superintendência de Assuntos Técnicos e Operacionais da FEBRABAN (Federação Brasileira das Associações de Bancos). "Os canais de intermediação financeira do dinheiro sairão das instituições do setor", prevê a FEBRABAN, para quem as grandes empresas saíram fortalecidas. Na análise da instituição, o tabelamento dos juros abre caminho para o controle total dos preços da economia. No plano internacional, na opinão da FEBRABAN, todos os acordos com os bancos credores, o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Clube de Paris terão de ser renegociados. Outro efeito será a fuga de capitais brasileiros ao exterior toda vez que os juros externos forem superiores aos capitais internos (JB).